O QR Code parece um borrão de quadradinhos pretos, mas cada parte dele tem função. Entender como ele funciona ajuda a criar códigos que escaneiam de primeira e a escolher o tipo certo para o seu caso.
O que o QR Code guarda
QR Code é a sigla de Quick Response, ou resposta rápida. Ele é um código de barras em duas dimensões: enquanto o código de barras comum guarda informação só na horizontal, o QR guarda na horizontal e na vertical ao mesmo tempo. Por isso cabe muito mais coisa no mesmo espaço.
Dentro dele pode ir um endereço de site, um texto, os dados de uma rede Wi-Fi, uma chave PIX, um contato ou uma localização. Os quadradinhos (chamados de módulos) representam esses dados em binário: cada um ligado ou desligado, preto ou branco.
Como a câmera lê
Os três quadrados grandes nos cantos são marcadores de posição. É por eles que o celular reconhece que aquilo é um QR Code e descobre a orientação, mesmo que você aponte a câmera de lado ou de cabeça para baixo. Os padrões menores espalhados ajudam a alinhar e a medir o tamanho de cada módulo.
A partir daí, o aparelho lê a grade, monta a sequência de dados e interpreta o conteúdo. Tudo isso acontece em uma fração de segundo, sem precisar de aplicativo: a câmera nativa de qualquer celular moderno já faz a leitura.
Por que funciona mesmo sujo ou rasgado
Todo QR Code carrega uma dose de redundância chamada correção de erro. Parte dos módulos serve só para reconstruir a informação caso um pedaço esteja danificado, sujo ou coberto. Dependendo do nível, o código continua legível mesmo com até cerca de 30% da área comprometida.
É essa correção que permite colocar uma logo no centro do QR sem quebrar a leitura. Só não vale exagerar: quanto mais área coberta, mais perto do limite você chega.
Estático ou dinâmico
Existe uma diferença importante. No QR Code estático, o conteúdo fica gravado no próprio desenho: funciona para sempre e sem depender de servidor, mas o destino não muda depois de impresso. No dinâmico, o QR aponta para um link intermediário que você pode redirecionar depois, além de contar quantas pessoas escanearam.
Para a maioria dos usos, o estático resolve. Se você precisa trocar o destino sem reimprimir ou medir os acessos, o dinâmico é o caminho.
Como criar o seu
Escolha o tipo de conteúdo (link, Wi-Fi, PIX, contato), preencha os dados, ajuste as cores se quiser e baixe. Todo o processo acontece no seu navegador, então nada do que você digita sai do aparelho.

